Biopsia de colo de utero

Biópsia de colo de útero é a retirada de um fragmento que será enviado para exame.

Pode ser feita no consultório e é um procedimento praticamente indolor.

O material coletado é enviado para estudo anátomopatológico.É o exame mais moderno para fazer o diagnóstico do HPV. A Captura Híbrida consegue diagnosticar a presença do vírus mesmo antes da paciente ter qualquer sintoma.

Esse é o único exame capaz de dizer com certeza se a infecção existe ou não.
Este exame não é recomendado para mulheres jovens abaixo de 25 anos, sendo recomendado para mulheres acima de 30 anos que tiveram um resultado de Papanicolaou alterado ou sejam de risco elevado para câncer de colo de útero.

 

 

QUEM DEVE FAZER CAPTURA HÍBRIDA?

Aquelas pacientes que tiveram um resultado de Papanicolaou alterado ou aquelas que, a critério do médico ginecologista, sejam de alto risco para o HPV.

COMO DEVO ME PREPARAR PARA O EXAME CAPTURA HÍBRIDA?

- Não ter relações sexuais três dias antes do exame;
- Não estar menstruada;
- Não ter usado qualquer tipo de ducha ou creme vaginal na última semana.

COMO SE COLHE O MATERIAL?
 

O exame de Captura Híbrida é muito simples e não causa dor. Segue os mesmos procedimentos que se usa para os outros exames ginecológicos. O médico introduz o especulo – instrumento utilizado para abrir a vagina – e, com o auxílio de uma escova, coleta amostras de secreção do colo uterino, da vagina ou da vulva. Após o exame a escova é colocada em um tubo com líquido especial e enviada ao laboratório.A infecção causada pelo vírus papiloma humano (HPV) ocupa o primeiro lugar no ranking das doenças virais sexualmente transmissíveis. Dos cerca de 100 tipos de HPV, cinco estão associados à quase totalidade dos casos de câncer de colo de útero – o segundo mais comum entre as brasileiras e o quarto que mais mata no país. Quando uma mulher recebe diagnóstico positivo para um HPV de alto risco, a conduta mais comum entre os ginecologistas brasileiros é submetê-la a tratamentos invasivos, como a cauterização ou a retirada cirúrgica da região lesionada. Além de dolorosos, tais procedimentos podem deixar sequelas que comprometem a vida sexual e a capacidade reprodutiva da paciente. A prevenção ao câncer de colo de útero ocasionado por HPV fica mais simples com um exame recém-chegado ao Brasil que detecta a atividade do vírus. Por meio dele, é possível identificar entre as pacientes contaminadas quais estão sob alto risco de desenvolver um tumor maligno. De acordo com os levantamentos mais recentes, em 70% das infecções o vírus pode permanecer inativo. Assim, nessas situações, as mulheres podem optar por acompanhar o comportamento do HPV e só agir se ele se manifestar.

Desenvolvido na Noruega no início dos anos 2000 e usado atualmente em vinte países, o novo exame analisa a presença do RNA-mensageiro (RNAm) das proteínas E6 e E7 nas células do colo uterino. O RNAm é a substância responsável por decodificar as informações do DNA de uma célula na forma de proteínas – a E6 e a E7, no caso do câncer de colo de útero. Altamente oncogênicas, tais proteínas destroem o sistema de defesa celular. Para evitar a replicação de mutações genéticas indesejáveis, as células defeituosas produzidas pelo organismo são induzidas ao suicídio – ou apoptose, no jargão científico. A E6 e a E7 impedem essa morte programada, facilitando a multiplicação acelerada de células doentes e, consequentemente, induzindo ao câncer. Com a análise da atividade do HPV, o exame norueguês é 3,5 vezes mais preciso para indicar o risco de câncer do que os testes tradicionais, capazes de identificar apenas a presença e o tipo de vírus.

A probabilidade de um HPV inativo entrar em ação é baixa. Só ocorre quando a mulher apresenta queda imunológica expressiva ou é acometida por outras infecções. Além disso, trata-se de um vírus de evolução lenta: leva anos para deflagrar um tumor maligno. Tais características, associadas ao novo exame, permitem a adoção de uma conduta conhecida como vigilância ativa. Ela significa fazer análises a cada meio ano. Há três meses, a bióloga Joana, de 40 anos, descobriu ser portadora do HPV 16, o tipo de vírus causador de 60% dos casos de câncer uterino. Como o resultado do teste norueguês foi negativo – ou seja, o HPV estava quieto –, Joana optou por acompanhar o comportamento do vírus. “Fiquei mais tranquila por não ter de me submeter a uma cirurgia para a retirada da parte do útero infectada”, diz Joana. Durante a vigilância ativa, as pacientes são submetidas, segundo o ginecologista Ismael Guerreiro Silva, a tratamentos medicamentosos para fortalecer o sistema imunológico e instadas a adotar um estilo de vida mais saudável.

A presença do vírus, na maioria das vezes, é flagrada pelo exame ginecológico mais popular, o papanicolaou. No início da contaminação, o HPV, mesmo inativo, provoca alterações na estrutura das células do colo uterino, facilmente identificadas no microscópio do patologista. Em uso desde 2006, a vacina contra o vírus apresenta uma eficácia de 95% no combate a 70% dos casos de câncer de colo de útero. Há dois tipos de vacina. Uma delas previne contra as duas variedades de HPV associadas à maioria dos tumores. A outra protege ainda contra os dois tipos de HPV que mais comumente levam à formação de verrugas genitais, lesões que aumentam o risco de outras infecções sexualmente transmissíveis. A rigor, a vacina é indicada para mulheres entre 9 e 26 anos, a faixa etária analisada nos estudos clínicos. No dia a dia dos consultórios, no entanto, os médicos recomendam que a imunização seja feita pouco antes do início da vida sexual, quando as meninas ainda não se expuseram a nenhum tipo de HPV. Alguns aplicam a vacina até em quarentonas. Se administradas corretamente (três doses, no período de seis meses), as pesquisas indicam que a prevenção é de, em média, sete anos.

Dra. Barbara Jacqueline Hoerner
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