Histerectomia Videolaparoscopia

E possível a realização de todos os tratamentos ginecológicos por via laparoscópica, desde a ligadura tubária até a histerectomia videolaparoscópica.

Quais são as vantagens?

A cirurgia videolaparoscópica tem a vantagem de praticamente não ter cortes, são realizadas apenas pequenas incisões onde os instrumentos videolaparoscópicos são introduzidos para realizar a cirurgia.

O tempo de recuperação e internação são consideravelmente menores que na cirurgia aberta, além disso, o sangramento neste tipo de cirurgia é praticamente inexistente e a dor pós-operatória muito menor.

Videocirurgia x Cirurgia Convencional

Uma doença silenciosa que afeta cerca de 10% das mulheres. É responsável por 10 a 15% das consultas do ginecologista. A endometriose é uma doença que se caracteriza pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina e que afeta mais comumente o tecido que reveste a cavidade abdominal (peritônio), os ovários, as trompas uterinas, e outras áreas.

Sintomas:

• Dispareunia (dor na relação sexual);
• Dismenorréia (dor forte durante a menstruação);
• Dor pélvica crônica (dor diária em baixo ventre);
• Infertilidade (50 a 60% das pacientes com endometriose são inférteis).

Diagnóstico e tratamento:

Os sintomas são muitos sugestivos, entretanto algumas pacientes apresentam apenas os sintomas de dor, enquanto outras apenas vêm à consulta por dificuldade de gestar tendo como único sintoma a infertilidade.

O diagnóstico e parte do tratamento são realizados por videolaparoscopia, quando serão visualizados os focos de endometriose dando o diagnóstico definitivo. Neste mesmo momento inicia-se parte do tratamento em que é realizada a retirada e cauterização destes focos.

O tratamento muda consideravelmente dependendo da queixa da paciente, se dor ou infertilidade. Podendo ser cirúrgico, medicamentoso e na infertilidade necessitando de técnicas de reprodução assistida.

A causa da infertilidade em pacientes com endometriose baseia-se primeiro na alteração das trompas uterinas por cicatrizes e aderências, além disso, também ocorrem alterações hormonais e inflamatórias que dificultam a ovulação e a passagem do espermatozóide e embrião.

Deve ser encarada como uma doença crônica, devendo ter um acompanhamento médico adequado, pois uma de suas características é a recidiva dos sintomas sendo que existem etapas de tratamento que devem ser seguidas.

A histerectomia laparoscópica permite as pacientes, primeiro lugar uma cirurgia praticamente sem cicatrizes, porque apenas pequenas incisões são realizadas para passagem do instrumental laparoscópica que praticamente não aparecem após a cicatrização. Em segundo lugar, oferece uma recuperação cirúrgica excelente, sendo a via cirúrgica com menor sangramento operatório, com recuperação cirúrgica em mínimo espaço de tempo, além de poder avaliar outras estruturas como ovários e anexos e abdômen superior durante o procedimento.

São três tipos de histerectomia videolaparoscópica, a total onde útero é completamente retirado com ou sem ovários por via laparoscópica, a vaginal vídeo-assitida onde o útero com ou sem ovários são retirados associando as técnicas da histerectomia vaginal e videolaparoscópica e a subtotal videolaparoscópica onde a retirada uterina não inclui o colo do útero.



Dra. Barbara Jacqueline Hoerner
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