Punção de Mama

A punção e a biópsia de mama são procedimentos ambulatoriais, realizados na clínica, com o objetivo de esclarecer a natureza de uma lesão visualizada na mamografia ou ultra-som. Atualmente, com os aparelhos mais sensíveis que dispomos, conseguimos visualizar lesões cada vez menores. A classificação internacional do BI-RADS®, que acompanha toda mamografia, recomenda que uma imagem visualizada através da mamografia e/ou ultrassom, que seja de natureza provavelmente sólida, deve ser investigada com a punção ou biópsia para a confirmação ou não de benignidade. Por isso, estes procedimentos estão cada vez mais frequentes hoje em dia. As punções e biópsias, hoje, são um complemento no diagnóstico de uma imagem visualizada na mamografia e/ou ultrassom.

Punção de mama (Cito-punção ou punção aspirativa por agulha fina-PAAF)

A punção de mama é um procedimento realizado para obter material (neste caso células) de uma lesão na mama. A punção consiste em aspirar o material, por meio de uma agulha fina (do mesmo tipo utilizado para coleta de sangue nos exames laboratoriais). A agulha é acoplada numa seringa de 20ml, a qual está encaixada num aparelho específico através do qual o médico irá aspirar o material.

 

 

É um procedimento simples, que pode ser orientado por ultra-som ou mamografia.

No caso de ser guiada por ultra-som, a paciente fica deitada na cama de exames e o médico localizara a lesão, olhando na tela. Ao mesmo tempo, introduzirá a agulha verificando a sua exata localização no centro da lesão. Neste momento, fará a aspiração do material, tendo a certeza de estar no local preciso. O procedimento é bastante rápido, não requerendo nenhum cuidado pós-procedimento. A paciente é liberada com um curativo simples (band-aid) que pode ser retirado depois de 20 minutos, podendo retomar suas atividades normais imediatamente.

No caso do procedimento ser orientado por mamografia, a paciente ficará sentada, em frente ao aparelho de mamografia, e terá sua mama suavemente comprimida em posição de mamografia durante todo o tempo do procedimento (cerca de 10 minutos). O procedimento é o mesmo, apenas com a diferença que o local da coleta será indicado por um aparelho especial, acoplado ao aparelho de mamografia, chamado de estereotaxia. Este aparelho, por meio de medidas especiais, localiza o ponto exato em que a agulha deve ser introduzida para aspirar o material, o qual é fixado em lâminas que serão enviadas ao laboratório de anatomia patológica, a fim de ser analisado pelo médico patologista, que dará o resultado cito-patológico da lesão puncionada.

Biópsia de mama por agulha grossa (Core-biopsy ou punção por agulha grossa)

A biópsia de mama é um procedimento realizado para se obter material (neste caso tecido) de uma lesão na mama. A biópsia consiste em se obter fragmentos de uma lesão através de uma agulha grossa (com uma espessura de cerca de 2-3 milímetros). Esta agulha é acoplada em um aparelho chamado “pistola”, através do qual o médico coletará os fragmentos.

É um procedimento, relativamente simples, que pode ser guiado por ultra-som ou mamografia.

No caso de ser guiada por ultrassom, a paciente ficará deitada na mesa de exames e o médico localizará a lesão na tela. A seguir , o médico fará uma anestesia local na pele (com uma agulha fina introduzirá um líquido anestésico, no local a ser biopsiado). A partir deste momento, a paciente não sente mais dor alguma durante o procedimento. Em seguida, fará uma pequena incisão de 2 a 3 milímetros na pele, com a ponta de uma lâmina de bisturi, para introduzir a agulha, enquanto o médico acompanha, na tela, sua exata localização no centro da lesão. Só então, coleta-se o material “disparando” a pistola, o que produz um ruído característico, pois existe uma mola no interior da mesma responsável pela rápida coleta do fragmento. Após, a agulha é retirada da mama e o material coletado é colocado em um frasco com formol. Este procedimento (introdução da agulha na mama e coleta do material)é repetido algumas vezes, sempre pelo mesmo orifício, para a coleta de vários fragmentos da área a ser biopsiada(entre 5 a 10 fragmentos). Após a coleta, é feita uma compressão (o médico coloca sua mão, sobre o local do procedimento e aperta firmemente), para evitar o risco de algum sangramento. É feito, então, um curativo compressivo, com gaze e micropore, o qual não deve ser molhado, por, no mínimo, 24h. A paciente deve observar repouso relativo, após o procedimento, não devendo realizar exercícios físicos por três dias. Entretanto, pode retomar suas atividades diárias (que não envolvam força física), normalmente.

No caso da biópsia ser orientada por mamografia (ou estereotaxia), a paciente ficará sentada, em frente ao aparelho de mamografia, e ficará com a mama comprimida na posição de mamografia, durante todo o procedimento (cerca de 15 minutos). O aparelho irá calcular a exata localização da lesão, onde a agulha será introduzida, após anestesia do local e incisão da pele, como já descrito anteriormente. Também serão coletados de 5 a 10 fragmentos e a mama será descomprimida a seguir. No caso de biópsia de microcalcificações, os fragmentos devem ser radiografados e, se necessário, pode-se coletar mais fragmentos. A compressão, o curativo e as restrições pós-biópsias são as mesmas descritas no procedimento acima.

O material obtido pela biópsia é fixado em formol e enviado ao laboratório de anatomia patológica, para ser analisado pelo médico patologista, que dará o resultado anátomo-patológico da lesão.

Dra. Barbara Jacqueline Hoerner
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